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terça-feira, 25 de agosto de 2015

Sem Luz? Sem problemas.

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Harry Narrando

No relógio marcava 23:17, e eu não estava com um pingo de sono. Pelo contrário, estou bem animado e ainda estou assistindo a um jogo do Barcelona, no meu aconchegante sofá.
Os jogadores estavam dando tudo de si nessa partida, o que me fez questionar por quê eles não fazem isso sempre, já que ganham bastante dinheiro para vacilarem em alguns jogos.

Neymar estava com a posse de bola, como quase sempre, e eu não conseguia parar de admirar a habilidade daquele homem. Eu queria muito ter nascido brasileiro para poder falar que me orgulho de ter a mesma nacionalidade que ele, mas infelizmente isso não aconteceu. 

Minha esposa que tem sorte. Aliás, eu que realmente acabo tendo sorte nessa história toda. Sou casado com uma brasileira gostosa que tem a mesma nacionalidade que o Neymar. Realmente, sou um sortudo!

Quando meu atacante brasileiro favorito estava quase chegando com a bola perto do gol, tudo se apagou. Toda a minha casa ficou em uma completa escuridão. A luz apagou, meu celular parou de carregar e a TV se desligou. Perdi o gol do Neymar Júnior. Merda.

-Harry -Escutei a voz da minha mulher. Parecia que vinha do topo da escada.
-To aqui, amor. Na sala -Expliquei.
-Ok, estou descendo, portanto, se ouvir algum estrondo, sou eu caindo da escada e quebrando minha cara -Soltei uma risada.
-Desce com cuidado e devagar, mulher. Ainda te quero por perto.
-Acho que estou chegando.
-Que bom! A probabilidade de cair e quebrar a cara diminui -Brinquei, e dessa vez, ela quem riu, mostrando-me que estava mais próxima.
-Certo, desci todos os degraus, agora me diz aonde exatamente você está.
-No sofá, amor... 
-Ok... -Murmurou, enquanto iniciava mais uma "caminhada" pela sala.
-Maldita hora que essa luz foi acabar. Não consigo nem sequer ver minhas próprias mãos. Está simplesmente um breu.
-Foi na rua toda, daqui a pouco volta -Senti algo cair em cima de mim, logo murmurei um "ai". Era ela, que gargalhou depois de meu ato- Parece que eu realmente te acertei.
-Acertou demais -Ri- Sentou bem em cima do meu colo.
-Desculpa, baby, te machuquei?
-Não, pode ficar tranquila, não vou te deixar de castigo não -Brinquei.
-Cala essa boca -Me ajeitei melhor embaixo dela.
-Depois que a luz acaba você vem ficar comigo, né?
-Com certeza, não gosto de ficar sozinha no escuro.
-Só sirvo para isso, é?
-Não, amor, claro que não -Disse, rindo- É que eu sabia que você estava assistindo futebol. Não queria fazer o mesmo.

Coloquei minhas mãos sobre suas coxas. Percebi que não tinha pano nenhum aonde eu tinha tocado, então fui subindo cada vez mais e nada de encontrar resquícios de short.

-Ta sem short, mocinha?
-Uhum -Assentiu. E eu sei disso porque ela colocou a cabeça dela sobre meus ombros. Ainda estava mexendo em meus cachos- Acabou a luz, o ar parou... Vai ficar o maior calor.
-Isso é um pouco tentador para mim, não acha? -Perguntei, divertido.
-Não sei. É? 
-Você não me engana com essa voz doce, dona S/n. Sei muito bem o tipo de mulher que você é na cama.
-Essas palavras que são tentadoras para mim, Harry Styles -Ela deu um beijo gostoso em minha bochecha.
-Tá afim? -Tive que perguntar, e ela sabia muito bem do que eu estava falando. Beijei seus cabelos- Esse seu cheiro está me matando.
-Foi você quem me deu esse perfume. Bom, né?
-Sim, S/n... Não me enrola, te fiz uma pergunta.
-Hm, não sei... -Murmurou, se fazendo de difícil e isso me deixou mais louco ainda. Ela achou meu pescoço e distribuiu vários beijos na região.
-Ah, você não sabe? Interessante... -Sorri, percebendo que minha risada tinha saído um pouco rouca- Para de provocar então com esses beijos. Não vou aguentar.
-Amor, depois vai ficar muito quente e não temos ar-condicionado -Justificou.
-Mas temos um chuveiro com água gelada, onde podemos tomar um banho bem refrescante depois... -Retruquei, em seu ouvido, já deitando-a no sofá.
-Você é um pervertido, Harry Styles -Murmurou, recebendo meus beijos no pescoço.
-Só um pouco...
-E aproveitador! -Parei os beijos e a encarei (tentei encarar, na verdade, porque não estava vendo nada, apenas sentindo a aproximação das nossas peles. Estava começando a ficar quente, sabe?)
-Por que?
-Porque você estava vendo futebol, pouco se lixando para mim.
-Mas você estava lá em cima, e só se importou comigo quando a luz acabou.
-Porque eu não gosto de ficar sozinha no escuro.
-Eu sei, você já disse isso! Mas não me chame de aproveitador porque a culpa é sua.
-MINHA?
-S/n, você está só com uma lingerie, está cheirosa demais e estamos no escuro. Como você queria que eu reagisse?
-Cala a boca e me beija logo, por favor -Ordenou, e eu não pensei nem um segundo antes de obedecer. Quem ela pensa que é para me deixar louco assim?

Nós não nos descolávamos um segundo sequer -apenas para respirar, mas o intervalo era preenchido com beijos em outros lugares. Quando eu já não aguentava mais, levei minhas mãos até o feicho do sutiã.

-Frontal, amor -Avisou.
-Ai, droga -Reclamei, e ela soltou uma risada baixa, me fazendo quere-la ainda mais, se é que é possível.

[...]

Depois do banho gelado (que tomamos juntos), fomos deitar na nossa enorme cama de casal. A luz ainda não havia voltado, e S/n estava começando a ficar irritada por isso. Ela é muito calorenta, como já devem ter notado.

-Harry, estou começando a suar de novo!
-Amor, acabamos de sair do banho e você colocou outra lingerie! Por favor, né? -Ela bufou.
-É sério, amor -Pela entonação, vi que ela estava fazendo um biquinho. 
-Queria que tivesse luz só para ver o biquinho que você está fazendo -Comentei, rindo.
-Como sabe?
-Querida, sou casado com você há quase dois anos.
-Nossa, desculpe... -Debochou- Harry, o que vamos fazer?
-Sobre?
-A luz!
-Bom, ela vai ficar apagada até quando Deus quiser que ela acenda.
-Harry, é sério, poxa! -Ok, ela estava começando a ficar estressada.
-Quer dormir na varanda?
-Não é uma má ideia!
-Eu estava zoando -Ela bufou de novo.
-Senhor, vamos morrer. Toda a água que tenho no corpo vai sair por causa do suor.
-Quer transar mais? -Sugeri, abraçando-a por trás. Com isso, ficamos de conchina, mas ela logo me empurrou.
-Não, amor! Você não cansa? -Riu.
-Você já sabe a minha resposta...

Ficamos em silêncio por um tempo, apenas de mãos dadas, já que se eu a tocasse, ela me empurraria por causa do calor.

-Quer ir pra piscina? -Dei mais uma ideia.
-Com certeza. Vou colocar o biquíni.
-Que colocar biquíne, amor! Você está de lingerie.
-Ah, mas eu adoro esse conjunto e não quero molhar. Foi você quem me deu.
-Te dou vários outros se quiser, mas vamos -Levantei da cama e a puxei junto.
-Me leva no colo, tô com preguiça.
-Ah, S/n!
-É sério, bebê... Me deixa ir na sua corcunda -Suspirei, mas obedeci. Primeiro, ela tateou as minhas costas com as mãos, apenas para se certificar de que quando subisse nas minhas costas, não daria com a cara no chão.

Quando chegamos na parte exterior da casa, percebemos que a água da piscina estava sendo iluminada pela lua, trazendo luz. Ela desceu de mim e pulou dentro da água. Quando emergiu, sorrindo de orelha a orelha, me chamou com a mão. Tirei o short, ficando apenas de cueca, e pulei também.

-Bem melhor, huh?
-Com certeza -Concordei, abraçando-a.
-Agora você pode me abraçar -Nós rimos, e ela envolveu seus braços em meu pescoço.
-Podemos dormir aqui na piscina, o que acha?
-Só se for para morrermos afogados, né! -Taquei um pouco de água no rosto dela.
-Não fala bobagens, amor.
-Não joga água na minha cara -Ela se vingou, molhando-me.
-Hey!

Eu juro que nós temos mais de 20 anos de idade, que somos adultos e tudo mais, mas no momento, isso não nos impediu de começar uma guerrinha de água. S/n fugiu de mim nadando, e eu fui atrás dela do mesmo jeito. Quando alcancei-a, prendi-a na parede da piscina. Ambos estávamos rindo da situação um tanto quanto cômica.

Ali, nessa mesma posição, nós nos beijamos diversas vezes. S/n colocou suas pernas ao redor da minha cintura, assim como seus braços em meu pescoço, enquanto eu continuei prendendo-a contra a borda da piscina. 

Namoramos, beijamos, demos risadas, fizemos piadas, e ficamos nisso por quase duas horas. Depois, decidimos sentar nas cadeiras que haviam em volta da área da piscina. E nada da bendita luz voltar.

-Amor, amanhã você vai ligar para a empresa fornecedora da luz e vai questionar, porque não é possível! -Minha esposa reclamou.
-Eu sei, vou resolver isso -Me deitei do lado dela. S/n me abraçou, depositando sua cabeça em cima do meu peitoral.
-Amanhã também temos que ir no meu irmão.
-O que vai ter lá mesmo? -Tentei me lembrar.
-Aniversário da Karine! -Ela respondeu, mencionando a festinha da cunhada.
-Tudo bem. Que horas?
-De noite. Você não vai demorar na gravadora, né?
-Prometo que não -Beijei a testa dela.
-Posso ir com você? Não vou trabalhar amanhã.
-Pode, sim.

Ficamos em silêncio outra vez, cada um com seus pensamentos. Eu me distraía mexendo nos cabelos molhados dela, enquanto ela dava voltas em meu peitoral com o dedo indicador.

-Amor -Chamei.
-Oi.
-Tô com fome.

E, assim, nós fomos para a cozinha. Peguei a lanterna reserva -a mesma que tinha usado para iluminar o quarto com a finalidade de vermos as roupas e todas as outras coisas necessárias- e depois, acabamos comendo morangos no sofá da sala. E outra vez fizemos sexo. Por mim, a luz podia voltar beeeeeem mais tarde.

-Tô adorando ficar sem luz -Ela confessou, com a respiração descompassada depois que caímos lado a lado no sofá.
-Engraçado... Eu estava pensando a mesma coisa. Nem me lembro mais do jogo do Barcelona -Dei de ombros, mesmo que ela não pudesse ver, e rimos com meu comentário.

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