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quinta-feira, 7 de maio de 2015

You don't know who I am? Part. IV

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O restaurante era maravilhoso e eu não poderia ficar mais encantada. A luz era pouca e isso deixava-o mais sofisticado, além de dar um ar de elegância. Fiquei feliz pois tive certeza de que tinha escolhido a roupa adequada para a ocasião.

Louis me contava animadamente o que ele e seus amigos de banda tinham aprontado no ensaio de hoje, me fazendo rir das besteiras que falava. Quando desviei meu olhar do dele por um segundo, vi Michael. Meus olhos se arregalaram quando vi que ele estava com uma loira. Tomlinson certamente percebeu isso, pois perguntou:

-Que foi, S/n?
-Tá acontecendo uma coisa muito errada nesse momento, Louis -Peguei meu celular em minha bolsa carteira, enquanto o respondia.
-O que foi? -Questionou, outra vez.
-O namorada da minha melhor amiga está nesse restaurante conversando com outra mulher! -Ele olhou também para onde eu olhava.
-Vishhh... Treta! -Eu até teria rido, se não estivesse com raiva.
-Eu sempre soube que esse cara é um idiota, meu Deus -Murmurei, tirando as fotos- O que faço? Ligo para ela, mando as fotos...? -Perguntei, nervosa.
-Acho melhor você conversar com ela amanhã -Aconselhou.
-Não vou conseguir, Lou... -Rebati, querendo dedurar aquele canalha o mais rápido possível. Minha amiga vai sofrer, mas é muito melhor ela ficar sem ele.
-Você vai estar mais calma e vai conseguir explicar melhor para ela. Vai por mim. Já passei por isso... -Ele estava certo. Droga.
-Ai, tudo bem -Guardei o celular e respirei fundo- Ela vai ficar muito mal.
-É... -Ele concordou, com um olhar triste.
-Não queria falar isso para ela. Não quero ser a estraga prazeres! Ela gosta tando dele e...
-Hey! -Ele me interrompeu- Por favor, S/n! Você não vai estragar nada, você vai apenas mostrar para ela o vagabundo com quem ela está namorando.
-É! Você tem razão -Disse mais para mim do que para ele- Vai ser melhor para ela.
-Com certeza.

O resto da noite não foi tão agradável quanto a noite anterior. Eu olhava toda hora para Michael e sua amante. Eles trocaram até beijos e isso me deu nojo. Louis percebeu que eu não parava de encará-los e eu pedi mil perdões a ele por isso. 
A comida estava ótima, claro, e até que nesse momento conseguimos conversar um pouco. Tomlinson acabou me falando que tinha comentado sobre mim com a mãe dele e agora ela quer me conhecer. Quase me engasguei com a comida.

-Louis, pelo amor de Deus, ela vai achar que somos namorados!
-Ela sabe que não somos, pode ficar tranquila! -Ele achou graça.
-Sério, eu vou matar você -Ameacei- Que vergonha!
-Nossa, até parece que você é tímida! No dia que eu bati no seu carro você não me pareceu nem um pouco tímida, tá? -Relembrou.
-Fica quieto! -Comecei a rir.

[...]

-Obrigada pela noite, Lou. E peço desculpas pelas minhas distrações -Falei, quando chegamos em frente a minha casa.
-Não precisa pedir desculpas. Eu sei como é chato passar por essa situação -Ele deu um sorriso confortador- Agora entre, e vá dormir para acordar cedo porque amanhã temos que ir na oficina buscar seu carro.
-Hey, não vou acordar tão cedo assim não! -Me recusei- Eu vou trabalhar no horário normal e nós buscamos o carro na hora do meu almoço, tá?
-Tudo bem, madame. Você que manda.
-No último dia do seu serviço, você aprende, né? -Brinquei e nós acabamos rindo- Bom, vou indo...
-Sem me dar um beijo? -Louis fez uma cara como se aquilo fosse um absurdo.
-Opa, já ia me esquecendo -Disse, e me aproximei dele para dar um beijo em sua bochecha, só que o safado virou e nós acabamos dando um selinho, e sem querer (querendo) se transforou em um belo e delicioso beijo de língua.

Louis foi bem ágil porque ele desligou o carro rapidamente e agarrou minha cintura, me puxando para mais perto dele. Nosso beijo estava tão sincronizado que eu não queria parar. Os lábios de Louis eram quentes e parecia que aquilo me aquecia. Caraca, que homem! O perfume dele ainda entrou no meu nariz e eu pensei "dana-se trabalho, vou ficar nesse carro até amanhã de manhã", mas depois minha consciência gritou mais alto e eu me afastei alguns milímetros de distância, parando o beijo. Nossos lábios se desencostaram, mas mesmo assim continuamos com o rosto coladinho um no outro. Eu sentia a respiração dele e ele sentia a minha.

-Você é um safado, sabia? -Sorri, automaticamente.
-Não deu para controlar, mas juro que tentei -Rimos.
-Preciso ir -Avisei, já me afastando, porém ele puxou minha cabeça de volta, me dando mais um selinho.
-Pronto. Agora você pode ir -Sorri. DE NOVO.

Abri a porta e saí do carro. Em seguida, abaixei minha cabeça na altura da janela (que estava com vidro aberto) e não pude evitar de fazer a última piadinha da noite:

-E você está demitido do seu emprego de motorista por ter roubado um beijo da patroa.
-Desculpa, mas não me arrependo nem um pouco -Ele deu de ombros, mas logo depois abriu um sorriso maravilhoso- Te vejo amanhã, linda.
-Até amanhã... -Murmurei, baixinho e dei as costas, entrando em casa.

[...]

Faltava 20 minutos para o meu almoço e eu fiquei muito feliz por isso. Meu estômago estava roncando e gritando desesperadamente por algo comestível. Quando os demorados 20 minutos se passaram e eu me vi livre para sair do prédio, arrumei minha bolsa rapidamente e vazei. Isso é para vocês verem o que a fome faz com uma pessoa.

Desci com a ajuda do elevador e ainda enfrentei uma escada de 10 degraus. Quando estava saindo pela porta principal, que dava de cara com a rua, bati minha cara no peitoral de alguém, e quando levantei meu rosto para me desculpar, vi que era Louis.

-PO, LOUIS! -Reclamei.
-Hey, mocinha, não tão rápido! -Brincou, mas eu não estava para brincadeiras- Aonde pensa que vai?
-Comer! -Fui direta- Quer ir?
-Mas temos que buscar o seu car...
-Ah, depois nós vamos -Disse e puxei-o pela mão.

Entrei com meu querido (eu acho) amigo no primeiro restaurante que eu vi pela frente.

-Caraca, S/n, tomou café da manhã, não, mulher? -Perguntou, ao perceber meu desespero.
-Pior que não! Meu estômago tá pedindo comida, Louis -Expliquei e no segundo seguinte, colocaram nossos pedidos na mesa- Nossa, isso tá tão lindo -Comentei, encarando a bela lasanha a bolonhesa que eu tinha pedido.
-Nossa, você é muito ridícula -Ele gargalhou.

Eu ficava preocupada em comer e Louis ficava preocupado em falar.

-...Daí minha mãe pediu para eu levar você na casa dela hoje para o jantar.
-OI? -Arregalei os olhos.
-Ah, vamos lá! Deixa de ser envergonhada -Tomei um gole de minha coca.
-Louis, eu não tinha me preparado para isso.
-Ah, não sabia que tinha que fazer faculdade para visitar a casa da sogra.
-Sogra? -Comecei a rir- Tá doido.
-Opa, força do hábito. Desculpe aê!
-Desculpado, Tomlinson -Cerrei os olhos para ele, e isso o fez rir.
-Mas enfim, você vai?
-Posso ir, mas vai ter que ser depois que eu sair da casa da Jenny. Já combinei de conversar sobre aquilo com ela.
-Ah, não tem problema. Mas não sou mais seu motorista, você me demitiu ontem -Lembrei da cena de ontem e me deu vontade de sorrir.
-Vamos pegar meu carro hoje, mesmo! -Dei de ombros- Não preciso mais de você, Tomlinson -Brinquei.
-Não precisa? Mesmo? -Ele fez uma cara linda de galanteador que MEU DEUS DO CÉU. A beleza desse homem acaba comigo.
-Para de me olhar desse jeito, Louis Tomlinson -Fiz cara de brava e ele sorriu.

Depois que nos alimentamos e meu estômago sossegou, pegamos o carro de Lou no estacionamento e seguimos rapidamente para o mecânico, já que meu horário de almoço estava se esgotando e eu ainda tinha muita coisa para resolver no trabalho.

-Prontinho, madame, seu carro está perfeito agora -Mark disse depois de me mostrar a parte que fizeram a"reforma" e eu agradeci- Ficou com saudades dele?
-Na verdade, ela nem teve tempo de ficar com saudade. Ficou muito bem acompanhada durante o final de semana inteiro -Louis disse, envolvendo seu braço direito no meu pescoço. Revirei os olhos e comecei a rir.
-Senti saudades, sim, Mark -Falei, só para provocar o Louis, que me olhou incrédulo- Não que eu não tenha adorado passar o final de semana com você, Lou -Disse, sorrindo e dei um beijo em sua bochecha.
-É assim que se conquista uma mulher, Mark! Depois de dou umas aulas -Tomlinson disse e então eu comecei a rir, mas dei um tapa no peitoral dele e saí andando em direção ao meu carro.
-Como vamos fazer hoje? Tu vai me dar o endereço da sua mãe e eu vou depois que sair da casa da Jenny? -Perguntei, depois que ele pagou o orçamento todo e me alcançou.
-Pode ser.
-Mas não me deixa entrar sozinha na casa da sua mãe, por favor -Implorei.
-Nossa, que timidez é essa, S/n? -Ele se divertiu com a situação.
-É sério, Lou! -Fiz um biquinho.
-Como eu vou resistir com você me chamando de "Lou" e ainda fazendo esse biquinho?
-Não resista, então! -Sorri- Agora tenho que voltar para o trabalho.
-Tudo bem, mais tarde te mando uma mensagem.
-Vou esperar. Obrigada pela companhia no almoço e por ter pagado o conserto.
-Eu que amassei seu carro, então, não tem de quê.
-É, verdade! Retiro minhas desculpas -Brinquei e ele fez uma cara engraçada- Tchau.

[...]

-Você quer ver as fotos? -Perguntei, meio insegura.
-Quero -Disse, se fazendo de forte.
-Você não precisa ver, Jenny... Sério, eu...
-S/n, eu quero ver! Por favor -Ela esticou a mão, esperando que eu colocasse meu celular, já com as fotos na tela. Recuei um pouco, mas mesmo assim permiti que ela visse.
-Sinto muito.
-Idiota. Canalha. Miserável. Vigarista, Vagabundo. Traidor. Filho da...
-Hey! Calma -A cortei- Liga para ele e dá um basta nisso, por favor. Você merece coisa melhor e sabe disso -Ela pegou o telefone de sua casa com lágrimas nos olhos. Mas não eram lágrimas de tristeza e sim de raiva.

Quando a ligação acabou, ela me deu um abraço tão forte que eu fiquei sem ar, mas mesmo assim retribuí (claro). E então, Jenny chorou no meu ombro, e isso é uma das coisas que ela menos faz.

-Amiga, ele não merece nenhuma lágrima sua. Pare com isso -Acariciei seus cabelos, tentando consolá-la- Um dia você vai arranjar alguém que te mereça de verdade, ok?

Eram oito horas da noite quando Jenny insistiu para que eu saísse, dizendo que ela ficaria bem. Saí meio insegura com suas palavras, estava preocupada com ela, mas mesmo assim dirigi até o endereço que Louis tinha me dado.

Quando cheguei, Tomlinson estava do lado de fora da casa, o que me deixou muito aliviada pois tinha pedido a ele que não me deixasse entrar sozinha, porém, ele estava conversando com uma menina, que usava um micro-short de pano.

Desci do carro com uma cara não muito boa porque já estava chateada com a situação da minha amiga e encontrar Louis conversando com uma menina nada decente me deixou... Sei lá, só não gostei.

-Olha, você chegou -Louis sorriu ao me ver e me abraçou.
-É, cheguei -Sorri também, mas não tão "verdadeiramente" e olhei a menina- Oi.
-Olá -Ela respondeu, parecendo educada, mas aquilo me pareceu fingimento.
-Essa é Jenifer -Lou apontou para a menina- E Jenifer, essa é S/n.
-Prazer -Nós duas falamos juntas.
-Vou indo, Lou -Ela disse LOU? Sou eu posso dizer "Lou"- Depois a gente se vê -Vamos ver se você vai vê-lo, querida -Tchau, S/n
-Tchau -Acenei, levemente.
-Ela é bem legal, né? -Louis disse, segurando em minha mão enquanto caminhávamos até a porta da casa da mãe dele.
-Não sei -Respondi, normalmente- Só avisa à ela que só eu posso te chamar de Lou, por favor? -Depois me arrependi do que tinha dito, mas não dava mais pra consertar.
-Oi? -Ele parou na mesma hora e me virou para ele, com um sorriso nos lábios. Ridículo.
-Nada, ué -Dei de ombros e abaixei meu olhar.
-Você tá com ciúmes? -Ele abriu ainda mais o sorriso e ainda apertou minhas bochechas.
-Eu só acho que quem criou esse apelido para você fui eu, portanto, apenas eu posso te chamar assim -Expliquei.
-Mas ela é nossa vizinha desde que eu era pequeno, me chama assim desde sempre.
-Ótimo, então por que você não corre atrás dela agora e pede para ela jantar com você e sua família? -Disse, na lata, e já ia me retirar, mas ele não permitiu.
-Meu Deus, eu não acredito que você tá com ciúmes da Jenifer! -Ele riu- Sua fofura vai mais longe a cada dia -E então ele me abraçou.
-Não é fofo, seu idiota! -Disse, entre o abraço- E para de querer ser carinhoso comigo depois de ter feito merda.
-Caraca, eu não fiz nada -Me desabraçou, ainda rindo da cena patética que eu tinha causado.
-Você defendeu ela, Louis! -Bati no peitoral dele.
-Eu não defendi, eu só... Ah, fica quieta, S/n e vamos entrar para comer.

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