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quarta-feira, 6 de maio de 2015

You don't know who I am? Part. I

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O meu óculos escuro me protegia dos raios solares que atingiam fortemente o painel do meu carro, enquanto o engarrafamento estava caótico. A música no rádio estava chata, os carros não andavam, eu já não sabia mais o que fazer para passar o tempo. Sorte que eu não estou atrasada para nenhum compromisso sério. Estou indo apenas na casa de uma amiga porque combinamos de sair juntas para assistir um filme no cinema. Só que ela vai me matar porque vou chegar um pouquinho atrasada.

Bufei ao ver que o jeito seria esperar mesmo. Ajeitei meu short-saia azul piscina, endireitei meu cabelo e tentei arrumar um pouco minha blusa estampada. 

Daí começou a tocar uma das melhores músicas do mundo no rádio e eu fiquei louca. Cantei alto e fiquei dançando, porque eu sou dessas.

"Wave your hands side to side put in the air, clap clap clap like you don't care, smack that clap clap like you don't care, I know you care!"

Beyonce cantando músicas maravilhosas e dançantes desde sempre.

Quando ouvi uma buzinada vindo do carro de trás, percebi que tínhamos saído do engarrafamento. Rapidamente apertei o acelerador só que o motorista de trás acelerou tanto que o carro dele bateu no meu. Fiquei furiosa e levei o carro pro acostamento. Por incrível que pareça, ele também teve a cara de pau de encostar o carro também.

-Você tá maluca? -Já saiu do carro reclamando. Os braços se abrindo num ato de raiva.
-Você que bate no meu carro e eu que estou maluca? Tá falando sério? Seu idiota! -Caminhei até a minha traseira e vi que ela estava um pouco amassada.
-Você que é lenta demais para dirigir!
-Olha o que você fez no meu carro! -Ignorei o que ele tinha falado- Espero que saiba que você vai pagar por isso, ok?
-Eu vou pagar? -Ele deu uma risada super irônica que me deu raiva- Você não sabe quem eu sou?
-Eu deveria? Porque se eu deveria, vou falar quem eu acho que você seja: Uma pessoa idiota que não sabe como acelerar um carro sem bater na traseira dos outros.
-Tá brincando comigo, né? -Ele mexeu a cabeça de um lado para o outro, negando, como se eu estivesse falando algum absurdo.
-Eu sou Louis Tomlinson.
-E daí? Tô nem aí pro seu nome, ok?! -Deixei claro- Só quero que você tenha noção de que vai pagar o conserto da merda do meu carro!
-Não tiro um centavo do bolso para pagar por uma coisa que foi culpa sua! -Respondeu.
-Culpa minha? Isso só pode ser pegadinha! Está escrito otária na minha cara? -Olheio-o, indignada.
-Otária não, mas "má motorista", sim!
-Vai se ferrar, seu... Vândalo! -Falei a primeira coisa que me veio na cabeça. Estava nervosa- A droga do seu carro não sofreu nenhum arranhão! 
-Ainda bem, porque se tivesse sofrido você ia pagar caro nos consertos dele.

Minha boca já estava abrindo para dar uma bela resposta para o senhor bonitão, mas um policial interrompeu-nos gritando um "HEY". Me assustei.

-Alguém pode me explicar o que está acontecendo aqui?


E daí eu e o garoto começamos a falar várias coisas ao mesmo tempo, e isso causou mais um grito forte do policial barrigudo.


-Um de cada vez e sem gritarias! Só eu posso gritar aqui!

-Mas esse garoto é um idiota! -Disse, apontando para aquele homem.
-Posso ser idiota, mas sei dirigir! -Rebateu, me fazendo bater o pé- E meu nome é Louis, não "garoto".
-Fiquem quietos! -O policial gritou. Em seguida, apontou para mim- Você pode começar a se explicar.
-Estava todo mundo preso naquele engarrafamento e daí ele estava atrás de mim. Quando os carros voltaram a andar, ele buzinou e eu acelerei, só que ele acelerou mais ainda e a frente do carro dele bateu na minha traseira -Terminei o discurso indignada.
-Ah! Que mentira! Os carros começaram a andar fazia tempo e você ficou parada. Eu perdi a hora do meu ensaio por causa da sua lerdeza -Ele esbravejou.
-Ok. Agora os dois podem se calar ou levarão uma multa nada agradável -O barrigudo avisou, fazendo nós dois cruzarmos o braço feito duas criancinhas emburradas.

[...]


-Nossa, S/n, que demora! Eu estava quase indo ao cinema sozinha! -Jenny esbravejou, assim que me viu na porta de sua casa.

-Aconteceu algo inesperado no caminho até aqui! -Revirei os olhos ao lembrar do ocorrido.
-Entra logo -Ela me puxou para dentro- Conta o que houve.
-Um idiota bateu com o carro dele na traseira do meu. Daí nós dois encostamos o carro no acostamento e começamos a discutir sobre a batida. E do nada surgiu um policial e começou a gritar com a gente, e nos fez explicar o motivo da nossa gritaria -Terminei o pequeno discurso, suspirando.
-E o que ficou resolvido?
-O cara vai pagar o conserto do carro, lógico!
-Mas o que aconteceu com seu carro? -Ela arregalou os olhos e quase que eu soltei uma risada.
-Só amassou, mas eu fiz questão que ele pagasse -Ela chacoalhou a cabeça, rindo um pouco.
-Bom, vamos deixar esse assunto para lá e seguir para o cinema porque a sessão do filme que queremos ver está quase começando.
-Pensei que já tinha terminado -Murmurei, ajeitando minha bolsa no ombro e saindo de dentro da casa dela.

Alguns dias depois...


Hoje o escritório estava bastante calmo e isso se deve ao fato de que não estamos no final do mês, porque se estivéssemos, estaria uma loucura. Teríamos que escolher a foto de capa da revista, quem seria as atrações, principais notícias e os melhores sites de moda para indicar... Sem falar nas parcerias. Trabalhar em uma edição de revista teen nunca foi fácil, porém, eu adoro meu trabalho. E sem querer me gabar, mas eu sou uma ótima editora chefe.


Estava lendo algumas matérias de nossos jornalistas para saber qual entraria na próxima edição da revista e minha secretária bateu na porta do meu escritório, tirando toda a minha atenção. Rapidamente avisei-a que poderia entrar, e assim ela fez.


-Licença, S/n, mas um homem chamado Louis Tomlinson está na linha querendo falar com você -Massageei minhas têmporas e suspirei- Posso pedir para ele ligar outra hora, se preferir...

-Não, tudo bem! Pode colocar ele na minha linha -Mostrei um sorriso e ela assentiu, saindo.

Peguei o telefone e coloquei no ouvido, esperando.


-Alô -Ele disse e pareceu-me que estava resfriado.

-Olá -Respondi.
-Tá ocupada agora?
-Não muito.
-Eu tô com o dinheiro do conserto do seu carro, será que eu posso passar aí no seu trabalho para te entregar?
-Hm, claro! -Engoli em seco. Não esperava que ele fosse me pedir isso- Você sabe aonde é?
-Na verdade, não. Você vai precisar me dar o endereço -Ele soltou uma risada que eu achei fofinha.
-Ah, tudo bem -Ri também, só para não deixá-lo no vácuo.

Meia hora depois, Louis entrou na porta acompanhado da minha secretária e os dois trocaram sorrisos. Ele até agradeceu-a. Sério, esse cara consegue ser legal com alguma pessoa? Porque não foi isso que ele me mostrou há alguns dias atrás.

Tomlinson estava com uma expressão de tristeza. Pelo menos foi o que pareceu para mim, mas eu posso estar enganada. Eu mal conheço o cara.

-E aí -Ele disse, ao se sentar na cadeira em frente a minha mesa- Tudo ok?

-Tudo, sim -Respondi- E você?
-Numa boa... Escritório legal -Comentou, olhando ao redor.
-Obrigada -Agradeci.
-Então... Eu dei uma pesquisada de quanto ficaria mais o menos para desamassar o carro e realmente o policial estava certo. Não é muito caro -Comentou- Mas se no seu mecânico for um valor mais alto que isso, pode falar comigo que eu te dou -Murmurou e eu não evitei cerrar os olhos para ele, meio insegura- Que foi?
-Está sendo bonzinho comigo? -Quis ter certeza.
-Não, eu... Eu só -Riu, sem graça- Só entendi que amassei seu carro e preciso pagar por isso -Deu de ombros e ficamos nos encarando por alguns segundos.
-Ok! -Acabei com a troca de olhares- Você não está sendo bonzinho então... -Rimos.
-Depositei o dinheiro na sua conta e tudo mais, mas como já disse... -Fomos interrompidos por uma batida na porta.
-Pode entrar -Avisei.
-S/n, a nova modelo está aqui para falar com você.
-Ai, verdade -Dei um tapa na testa- Eu a marquei para esse horário...
-Eu posso ir embora.
-Não, não precisa! -Disse, rapidamente- O escritório é bem amplo então você pode sentar naquele espaço ali dos sofás. Não vai nos atrapalhar, é uma conversa rápida.
-Ah, tudo bem -Ele se levantou e caminhou até o sofá.
-Pode mandar ela entrar.

A nossa mais nova modelo entrou e quando ela e o Louis trocaram olhares, os dois pararam de respirar. Franzi a testa achando isso muito estranho, mas tentei ser profissional.


-Eleanor? Tá pronta?

-É... tô sim -Ela assentiu e se sentou.
-Acho melhor eu ir embora -Foi Louis quem disse, me deixando mais confusa ainda.
-Não, por favor -Pedi, outra vez.
-Eu te espero do lado de fora, não quero incomodar -Explicou e sem esperar alguma resposta minha, saiu da sala.
-Ok, né... -Murmurei baixinho- Tá pronta para fazer o cadastro? -Perguntei para a modelo, que assentiu, mostrando um sorriso forçado.

[...]

Quando acabei a rápida reunião com a Eleanor, acompanhei-a até o lado de fora. Louis realmente estava lá esperando, sentado num grande sofá. Seus olhos estavam vermelhos e parecia que ele tinha acabado de chorar. Fiquei assustada mas mesmo assim sorri para ele, que retribuiu só que de uma forma mais triste. Esperei a modelo entrar no elevador e fui até ele.

-Ta afim de almoçar?
-Com certeza -Assentiu e então se levantou.

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