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segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

"Não me fale o que eu já sei"

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Louis POV

Eu estava na casa do Liam com o resto dos meninos da banda zoando sobre um monte de coisas, quando meu celular apitou. Era S/n, minha namorada, avisando que a aula dela já tinha acabado e que eu já podia busca-la na faculdade, como havíamos combinado ontem.

Depois de 10 minutinhos, parei em frente a faculdade da s/n e mandei uma mensagem para ela, avisando que já tinha chegado. Achei que ela estava demorando um pouco, então, resolvi sair do carro.

Não foi uma boa ideia.

Muitas meninas começaram a ficar em volta de mim, pedindo foto, autógrafo, beijos, abraços e etc. Elas são bem assanhadas, devo acrescentar. Cheio de fogo nas pepecas.

Como não queria ser mal-educado, nem nada, falei com todas elas com toda a paciência do mundo, porém, vez ou outra eu olhava por cima delas, verificando se minha namorada estava vindo. E não, ela não estava.

Depois de um tempinho atendendo aos pedidos das universitárias assanhadas, vi minha s/n andando em direção a nós. Na verdade, ela estava marchando, com um papel na mão, e parecia estar brava.

E sim, ela está brava. Tive a comprovação disso quando, simplesmente, passou por mim e todas aquelas garotas, entrando no carro. Ela não me deu nem um "oi", muito menos um selinho. Apenas andou até o pequeno tumulto, abriu a porta do carro, e entrou.

Eu estava tentando de tudo para me livrar daquelas garotas grudentas. S/n podia ter muito bem me ajudado, mas ela não fez isso. Vou dar um desconto porque sei que ela não está no estado normal dela. Mas mesmo assim, eu tô ficando sem paciência com essas minas.

-Gente, eu preciso ir... -Falei isso, sabe lá Deus quantas vezes.
-Não, Louis. Fica mais um pouquinho -Uma menina disse de uma forma tão manhosa que eu tive vontade de vomitar.
-Infelizmente não posso, eu...
-Ah, pode sim! -Outra me interrompeu. Não sabia o que fazer para escapar. Até que minha linda, maravilhosa e incrível namorada abriu a porta do carro, deu a volta e gritou um:

-VOCÊS ESTÃO SURDAS OU O QUÊ? -Ela estava estressada, mas naquele momento foi necessário. Todas pararam, assustadas, e ficaram olhando para ela- NÃO TÁ VENDO QUE ELE QUER IR EMBORA, SUAS GRUDENTAS? -Falou tudo o que eu queria falar, mas não podia- DEIXEM MEU NAMORADO EM PAZ, QUE SACO! SÓ SABEM FICAR TORRANDO A PACIÊNCIA DOS OUTROS -E dito isso, murmurou um "vamos, amor" para mim e me puxou para dentro do carro, deixando as universitárias assanhadas boquiabertas.

-Você me livrou delas. Te devo uma! -Comentei, assim que entrei no carro e dei partida.
-Você não precisa vir me buscar nunca mais, ok? -Ela disse, e riu de leve- Ou, não saia mais do carro!
-Da próxima vez, eu ficarei no carro. E não vou deixar de buscar minha namorada na escola por conta da minha fama e dessas garotas doidas -Afirmei.

Esse é um assunto que me deixa chateado, porque já conversei com ela que não quero que deixemos de fazer coisas que um casal "normal" faz por conta da minha fama. Expliquei que faria de tudo para que pudéssemos levar nosso relacionamento como todos os outros. Não quero deixar de fazer coisas, como buscar minha namorada na faculdade, por causa de um monte de garotas assanhadas que ficam em cima de mim por conta de eu ser famoso. Isso jamais.

Depois de um tempo calado, percebi que ela continuava nada bem. E ainda com aquelas folhas na mão.

-Vai me contar o que aconteceu? -Incentivei, tendo certeza de que ela tem algo para me contar- Parece brava, chateada...
-Tô péssima -Respondeu- Meu professor falou que meu trabalho está ruim e que para conseguir os pontos que preciso para passar de ano, preciso fazer outro para amanhã. E é um trabalho de 30 páginas, Louis. 30 PÁGINAS! -Bufou, nervosa.
-Vai ficar tudo bem, vamos dar um jeito -Tentei acalmá-la.
-Eu to morrendo de medo de ter que fazer esse ano de novo, Lou -Ai, meu Deus! Tinha lágrimas rolando pelas bochechas dela. E eu detesto quando ela chora. Fico com o coração partido e eu sei o quanto admitir isso é gay- Meus pais vão me dar um sermão se isso acontecer.
-Hey, amor, fica tranquila. Vai dar tudo certo, eu vou te ajudar, ok? E para de chorar, por favor. Odeio quando isso acontece, e você sabe... -Pedi, ficando nervoso.
-Tudo bem, eu paro -Ela limpou as lágrimas, rindo de leve do meu desespero.
-Vamos passar ali no Krispy Kreme para comprar alguns donuts, ok? -Disse, e ela me olhou confusa- Vamos precisar! 

Estacionei rapidamente e entrei na loja, enquanto s/n me esperava dentro do carro. Comprei logo duas caixas de donuts e aproveitei e peguei também uma garrafa de refrigerante. Entrei no carro e entreguei as compras para minha namorada, que arregalou os olhos ao ver o tanto de coisa.

-Louis, pra que duas caixas de Donuts? -Perguntou e eu ri- Está com tanta fome assim?
-Vai ser necessário, acredite -Afirmei, e dessa vez, ela riu, ainda com o nariz vermelho por conta do choro.

Coloquei o carro em frente ao apartamento dela, e quando subimos, coloquei as coisas em cima da mesa de quatro lugares que ela tinha na cozinha.

-Está pronta? -Perguntei, desafiador.
-Para quê, Louis?
-Eu vim te ajudar a refazer o trabalho, oras! -Respondi como se fosse óbvio- Não pense que você vai deitar na sua cama e dormir até amanhã, esperando a notícia de que vai ter que fazer o último ano todo de novo! -Fingi um tom autoritário e ela riu.
-Acho que não vai rolar, Lou -Disse, fazendo uma carinha triste- 30 páginas é muita coisa. Acho melhor eu aceitar o fato de que terei, sim, que fazer o último ano de novo.
-Nada disso! -A repreendi, rapidamente- Venha, mocinha -Puxei a mão dela e fomos até a cozinha. A fiz se sentar na mesa e falar para mim sobre o que era o tema daquele trabalho.

Vamos ficar aqui por algumas horas...

[...]

Eram 2:15 da manhã e a mesa de S/n estava cheia de restos de Donuts. Fizemos o trabalho dela por longas horas, e enquanto isso saboreávamos os donuts e bebíamos refrigerantes. Sim, deu um trabalhão, mas eu sei que irá ser recompensado.

-Preciso dormir durante 20 horas -Ela disse isso e eu ri, pelo seu exagero. Minha namorada estava com os braços cruzados por cima da mesa e sua cabeça estava apoiada sobre os mesmos.
-E eu preciso ir para casa -Comentei, levando um tapa no braço em seguida.
-Nada disso, você dorme aqui -Me advertiu- Não foi justo o que eu fiz com você! Te deixei me ajudar até as duas da manhã. Que tipo de namorada eu sou? -Drama queen.
-O tipo de namorada mais linda do mundo -Fiz uma voz de bebê e ela gargalhou na minha cara.
-Não faz mais isso, amor -Levantou da cadeira e me puxou junto.

[...]

-Lou... -Ela murmurou meu nome, baixinho. Eu estava quase dormindo.
-Oi, amor -Respondi, no mesmo tom.
-Desculpa mesmo por ter feito isso com você -Pediu, e eu tive vontade de mordê-la, por tanta fofura. Estamos deitados, abraçadinhos, quase dormindo e ela vem pedir desculpas.
-Eu faria tudo de novo por você, linda -Quis deixar claro e ela sorriu.
-Você é o melhor do mundo -Concluiu, fazendo carinho na minha bochecha.
-Não me fala o que eu já sei, gata! -Ela deu um tapa no meu rosto, enquanto ria.   

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