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sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Night Changes


Baseado em Night Changes

Abri a porta e a encontrei. Sorri, imediatamente. (s/n) vestia uma calça cinza e uma blusa de manga cumprida preta. Seu inseparável all star estava em seus pés, e uma touca preta esquentava o cabelo dela, que naquela noite, estava caído sobre os ombros.

Pedi à ela que entrasse, dando passagem e assim ela fez, sorrindo. Mike, meu cachorro, veio correndo em direção dela e ela, obviamente, começou a fazer uma voz infantil e fazer carinho nele. Sortudo esse cachorro hein! Eu não sei como, mas (s/n) fez meu cachorro ser completamente apaixonado por ela. Não mais do que eu sou, claro.

Bom, eu e (s/n) ainda estamos nos conhecendo. Já saímos umas cinco vezes. Se fosse outra menina, eu reclamaria por nosso relacionamento estar indo devagar, mas como é a (s/n), eu espero o tempo que for. Eu realmente estou a fim dessa garota. Algo me faz perceber que ela não está comigo por conta do meu trabalho. Ela me acha um cara gente boa e gosta de mim. Eu consigo sentir isso!

Ela é diferente de todas as meninas que eu já fiquei (sendo que eu ainda nem a beijei, mas ok). As outras mulheres eram assanhadas e muito vulgares. Colocavam roupas curtas e enchiam a cara de maquiagem. E além disso, só pensavam em me beijar ou tirar fotos para postar no instagram, para ganhar "ibope" por estar comigo. Eu sempre achei aquilo ridículo, mas como algumas delas eram gostosas, eu ignorava os atos repugnantes. Mas atualmente, eu mesmo percebi meu amadurecimento com as garotas
 E quem me ajudou com isso foi (s/n), sem dúvidas.

Cara, ela é tímida, usa pouca maquiagem, sabe dar valor ao seu próprio corpo e prefere ficar em casa e tomar um chocolate quente, do que ir para uma balada. Não fica só falando do meu trabalho e de como eu sou lindo e maravilhoso, não pede pra tirar fotos e muito menos fica dando em cima de mim. E ainda por cima, é super maneira, tem um ótimo gosto musical e um ótimo humor. Ela é perfeita para mim. E eu quero ela pra mim. E eu vou ter. Qual é, né? Eu não posso MESMO deixar uma menina dessas escapar de mim.

Coloquei minhas mãos dentro do bolso da calça e observei ela se acomodar no sofá, com Mike pulando em seu colo. Esse nosso encontro tinha que ser bom, cara! E romântico, se possível, né. Antes dela chegar, eu tive que ligar para a Lou (sim, a maquiadora da banda) para saber o que eu tinha que fazer para tornar nosso encontro romântico. Ela me ajudou, claro, e eu apenas segui as instruções dela.

Liguei a lareira, deixei a sala um pouco escura e coloquei meu violão na sala. Na mesa de centro, coloquei alguns enfeites afeminados que minha mãe me deu quando vim morar sozinho, e alguns jogos de tabuleiros legais. O sofá estava livre e mais confortável ainda com algumas almofadas que eu tinha colocado. (s/n) tinha que gostar da minha casa, até porque, é a primeira vez que ela vem aqui. Quero dar uma impressão boa. Mesmo sabendo que ela não liga muito para isso.

Parei de pensar em tudo isso por um segundo, e decidi iniciar a grande noite que teríamos pela frente:

-Bebida quente ou gelada? -Perguntei, passando por ela.
-O que você sugere? -Ela respondeu minha pergunta com uma pergunta.
-Como tá frio pra caraca, sugiro uma bebida quente -Falei.
-Por mim tudo bem -Sorriu. E que sorriso maravilhoso.
-Chocolate quente, café, capuccino...? -Dei as opções e ela soltou uma risadinha.
-Chocolate quente -Concluiu depois de pensar um pouco.
-Ótima escolha! Vou te acompanhar -Disse de uma forma engraçada, arrancando uma risada gostosa dela. Sorri satisfeito e fui para a cozinha.

Preparei tudo com o máximo de cuidado (na verdade, foi cafeteira que preparou) e voltei para sala. (S/n) observava a casa e eu estava torcendo para que ela gostasse de tudo.

-Prontinho! -Disse, interrompendo o que ela estava fazendo. Lhe entreguei a xícara e me sentei ao lado dela.
-Obrigada -Sorriu, agradecendo- Eu adorei a sua casa, ela combina com você.

Depois que provou o chocolate, ela simplesmente falou isso, como se fosse a coisa mais simples do mundo. Mas eu acho mesmo que ela não sabe o quanto esse elogio significa para mim. Eu queria gritar para comemorar isso, mas não queria parecer um maluco, então apenas sorri e respondi:

-Sério? Que ótimo! Confesso que fiquei preocupado. Achei que você não ia curtir -Admiti.
-Hey, Horan, deixe de ser bobo -Ela empurrou meu braço de leve, sorrindo. Sorri também.
-Não sou boba, tá -Dei língua infantilmente e ela deu uma risada- Só fiquei inseguro.
-Mesmo se eu não gostasse da sua casa, eu não mudaria o carinho que sinto por você, então nem tinha por quê se preocupar -Ela me acalmou.
-Falou isso tarde demais -Fiz piada e ela riu mais uma vez.
-Bobo... E aliás, eu adorei esse violão -Ela apontou para meu violão preto que estava no pedestal dele, perto da lareira- E eu adoraria te ouvir tocar.
-Opa! -Coloquei minha xícara sobre a mesinha e me levantei, indo até o instrumento- Que música você quer ouvir? -Perguntei, posicionando o violão no meu colo.
-Você conhece Lucky, do Jason Mraz? Aquela que ele canta com a Colbie?
-Claro! -Disse, rapidamente, dando os primeiros acordes.

Do you hear me, I'm talking to you

Across the water across the deep blue ocean
Under the open sky oh my, baby I'm trying

Comecei a cantar e confesso, estava com vergonha. Ok, eu canto para milhares de meninas, mas aquela menina era A menina, sabe? Não que as minhas fãs fossem qualquer uma, mas, cara... É a (s/n). A menina que eu paquerei desde que eu a vi pela primeira vez. Clichê, eu sei, mas ela estava muito, muito, muito linda mesmo naquela festa de outono que Harry tinha dado, no mês passado.

Boy I hear you in my dreams

I feel you whisper across the sea
I keep you with me in my heart
You make it easier when life gets hard

Ela prestava atenção em todos os meus movimentos com um sorriso fofo tomando conta de seus lábios. Enquanto eu cantava, não conseguia parar de encará-la, e quando nossos olhos se encontravam, uma tremidinha percorria meu corpo. Coisa de viado, eu também sei.

Lucky I'm in love with my best friend

Lucky to have been where I have been
Lucky to be coming home again

Cantei o primeiro refrão da música e resolvi parar.

-Não vou conseguir cantar a música toda com você me olhando desse jeito, (s/n) -Disse, e ela soltou uma risada que me fez rir junto.
-Eu gosto de te ouvir tocar. Você passa a sensação de que é sereno quanto pega o violão -Disse.
-Tá me dizendo que só sou uma pessoa serena quando estou tocando? -Perguntei e ela riu sem mostrar os dentes, negando levemente com a cabeça.
-Não, Horan! Você fica mais calmo, tranquilo... Sei lá. E eu gosto de apreciar isso -Deu de ombros. Larguei meu violão e voltei a sentar ao lado dela.
-E eu gosto da sua companhia -Resolvi falar.
-Digo o mesmo para você. -Ela afirmou- Você é um amigo e tanto.
-Você sabe que eu sou a fim de você, né, (s/n)? -Perguntei, como se fosse óbvio.
-Sei. Seus amigos me contaram isso -Riu e eu fiz o mesmo, afinal, eu já sabia que eles tinham contado para ela. Nem liguei, para falar a verdade. Queria que ela soubesse mesmo.
-Se você sabe, não me deixa sofrer de friendzone, por favor -Brinquei, fingindo que estava suplicando e até consegui fazer ela rir por isso.
-Talvez eu também esteja criando uma atração por você, Niall -Ela disse e meu coração pareceu explodir. Talvez pelo efeito que aquelas palavras tenham feito, ou porque eu sou apaixonado mesmo- Vai dizer que você nunca percebeu? -Ela perguntou, incrédula.
-Ah, para falar a verdade, eu percebi mais o menos, mas sei lá. É novo ouvir você me dizendo isso, sabe? -Sorri- É uma sensação e tanto!
-Depois de todos os encontros que tivemos, eu tinha que pelo menos ter uma consideração amorosa por você -brincou e nós rimos.
-Ainda bem que te levei para sair muitas vezes então, né -Comentei e então a encarei- (s/n), você tá ficando vermelhaaaaaaa -Tive que dizer- Que fofa!
-Niall, para! -Ela me deu um tapa, rindo- Idiota! -Me deu língua- Esse papo tá me deixando sem graça, tá? Vamos mudar de assunto! -Ela exigiu e eu não parava de rir.
-Que bonitinha, cara! -Exclamei, ainda rindo, e levei mais um tapa- Ok, ok, vamos jogar algum jogo então -Me rendi e ela me olhou satisfeita- Você escolhe.
-Me mostre seus jogos, então -Pediu e eu peguei eles em cima da mesinha, a entregando. Ela observou bem cada um, e então, disse:
-Eu gostei desse aqui -Ela me mostrou a boa e velha dama.
-Tudo bem, vamos jogar! Só vou avisar que sou muito bom com isso, ok? -Quis dizer. Vai que ela fica chateada se eu ganhar todas as partidas, né?
-Metido. -Ela murmurou- Me leva no banheiro antes, por favor? -Ela pediu e eu até pensei em fazer uma piadinha safada, mas achei melhor não.
-É logo ali -Apontei e ela assentiu, indo até lá.

Fiquei pensando durante um tempo sobre eu e (s/n). Se ela sente uma atração por mim como disse, porque ela não me da uma chance hein? Eu vou ter que implorar por isso? Pensei em algumas coisas e decidi o que ia fazer.

A porta do banheiro foi aberta e eu fui até ela, vendo-a estranhar isso. Cheguei nela, e a peguei pela mão. Coloquei-a de costas para uma parede. Ela ainda não estava com o corpo prensado ali... Mas vai ficar. Apoiei minhas duas mãos na parede ao lado da cabeça de (s/n), meio que não deixando ela escapar dali e enquanto ela me olhava fundo nos olhos, totalmente confusa com o meu ato inesperado, perguntei:

-Quando vai me dar uma chance? -Disse, na lata, baixinho.
-Isso é uma coisa muito delicada, Niall... -Começou a falar e eu me aproximei ainda mais- E você tá muito perto de mim -Ela já imaginava o que eu ia fazer.
-Não vejo problema nisso e eu sei que você também não vê, (s/n) -Continuei com meu tom de voz baixo e percebi que ela queria sorrir.
-Nunca vi esse seu lado safadinho antes -Ela comentou, e já estava sorrindo.
-Para tudo tem uma primeira vez, né -Rebati- E eu adoraria te beijar pela primeira vez.
-Bom, eu não to te impedindo de fazer isso -Ela mordeu os lábios e meus desejos masculinos aumentaram.
-Então, já era! -Não quis esperar nem mais um segundo, então, meus lábios atacaram os dela, que por sinal, estavam com gosto de chocolate. Obviamente eu ainda conseguia sentir o gosto natural de (s/n), e eu adorei, porque era doce igual à ela.

Aquela sensação de ter a língua dela na minha, me fez perceber que esperar o tempo que esperei para conhecer o gosto dela, valeu a pena. As mãos dela faziam uma massagem gostosa na minha nuca e eu apertava a cintura dela contra à minha. Eu poderia ficar naquela pegação com ela durante toda aquela noite, que para mim, tinha acabado de começar.

-Você já tem uma chance, tá? -Ela comentou, respirando pesado por causa do beijo.
-Desde que eu te conheci, esperei ansiosamente para ouvir essa frase -Disse e ela sorriu, me abraçando logo em seguida.

Mike correu até nós, tentando nos separar.

-Mike, me desculpe - Acariciei os pelos dele- Mas agora você vai dividir a (s/n) comigo.

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