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sábado, 12 de julho de 2014

Ilha deserta




O que fazer quando você fica PRESA em uma ilha deserta com a pessoa que não suporta? Com a pessoa que mais te irrita em todo o mundo? Essa era exatamente a resposta que eu queria! 

Minha situação no momento é: Estou presa em uma ilha deserta com Louis Tomlinson, o filhinho insuportável de um casal que é amigo dos meus pais. Nos conhecemos há um tempinho já, e desde sempre não nos damos bem um com o outro.

Sabe como isso foi acontecer? Viemos para cá, com a excursão da escola. Veio umas 10 turmas, muita gente! Alunos para tudo quanto é lugar. E o que aconteceu? Esqueceram a gente! Simplesmente. Eu estava nadando para ver os lindos peixes daqui, e quando levantei, o nosso barco já estava indo embora. Até tentei correr atrás, mas aquela merda só ia mais rápido. E para piorar, fiquei acompanhada desse menino. Palmas para a minha bela vida.

-Que merda! -murmurei- Sem sinal nenhum nessa bosta de ilha!
-Como você quer que tenha sinal aqui? -ele me olhou- Isso é uma ilha deserta, garota!
-Ah, você jura? -revirei os olhos- O pior não é isso, o pior de tudo é que você está aqui! -gritei.
-Pode ter certeza que eu preferia ficar aqui sozinho do que com a sua companhia -ele sorriu irônico. Que ódio!
-Tenha certeza que eu também! -Revidei o sorriso irônico.

Andei procurando por sinal no celular. Tinha que ter, cara! Pelo menos em algum lugar dessa ilha. Nem era tão grande assim! 

Aquele biquini que eu estava usando já estava começando a me incomodar. Na bolsa que eu trouxe, só contém um short e uma blusa. Fora o óculo escuro, creme de cabelo, protetor solar, chinelo, escova e pente, toalha, fones de ouvido, um livro, canga, alguns biscoitos e uma única garrafa de água... Ok, talvez tivesse bastante coisa, né, mas era por precaução. Vai que precisa?

Peguei a bolsa e sentei na areia, a alguns metros longe do Louis, que apenas observava o mar. Tirei o meu livro dali e comecei a ler. 

Ler o livro começou a me irritar, porque eu não estava na minha cama quentinha, debaixo dos meus cobertores. Então logo guardei-o novamente na bolsa. Olhei para o lado e Louis me observava:

-Perdeu alguma coisa aqui? -Me virei para ele.
-Você é uma patricinha mesmo, né? 
-O que? -Perguntei como se não estivesse acreditando no que acabei de ouvir- Patricinha? Como assim?
-Pra quê uma bolsa desse tamanho para passar UM dia numa ilha?
-Sabe muito bem que não vamos ficar aqui durante um único dia.
-Mas você não imaginou que a gente ia ficar preso aqui!
-Mas eu trouxe minhas coisas por precaução. E olha no que deu! Nós dois vamos precisar do que EU trouxe!
-Eu não vou usar absolutamente NADA seu!
-Ah, não? Melhor ainda! Sobra mais coisa para mim.
-Fica a vontade, patricinha!
-Idiota -Virei novamente para o mar.

Já estava escurecendo e ainda não tem nada para fazer aqui, a não ser olhar para o mar. Eu nunca mais vou ir à praia (Mentira) de tanto que estou enjoada daqui. Será que não dá para criar um barco de improviso ou sei lá? Preciso sair daqui urgentemente!

Levantei da areia e fui em busca de algumas coisas que poderiam servir para a construção de um barco. Gravetos? Pedaços de madeira? Ok, não tem merda nenhuma aqui!

-O que está fazendo, garota?! -Louis perguntou vendo o que eu estava fazendo. Veio em minha direção
-Não interessa -Logo respondi e ele riu ironicamente. Odeio quando ele faz isso.
-Se não interessasse à mim, eu não te perguntaria.
-Quem disse que eu devo satisfações da minha vida para você? 
-Para de ser tão teimosa e fala logo o que está aprontando, (seunome)? -Sabia que ele não ia parar de me perturbar, então resolvi falar logo.
-Louis -fui chegando perto dele- Eu estou tentando fazer algo que flutue sobre essa merda de mar para eu poder sair dessa ilha, porque se você não quer, eu quero! Eu quero minha cama, eu quero sinal no telefone, quero minhas amigas, minha comida decente e o meu cobertor quentinho... Fui clara?
-Foi sim, e eu também quero tudo isso, mas espero que você saiba que nada aqui vai flutuar sobre essa "merda de mar" -ele fez aspas com os dedos e imitou a minha voz. Arghh!
-Eu não falo assim!
-Para mim, você fala assim.
-O que posso fazer se seu ouvido não funciona direito?
-Funciona muito bem para sua informação! 
-Ah, dana-se, Louis, eu só quero sair daqui o mais rápido possível! -Me sentei na areia, e ele se sentou logo depois.
-Eu também, mas vamos ter que esperar, se conforma com isso e para de reclamar um pouco.
-Como não reclamar, cara? Estou presa numa ilha com uma pessoa que não suporto!
-Obrigada pela consideração!
-Como se você tivesse comigo, né?

Louis levantou e foi na direção do mar. Ele estava maluco ou o que? Ele se jogou na água. Tudo bem que não estava frio, mas... Ele é doido! A fome já estava me dominando. Peguei alguns dos biscoitos que tinha na minha bolsa e comecei a comer. Louis saiu da água todo molhado e pegou a toalha dele, se secando. Ok, vamos combinar que ele não é feio e tem um corpo... Definido. O que estraga ele é o jeito chato e implicante que ele insiste em praticar comigo. (Assim como eu com ele, mas ok). Ele se sentou do meu lado de novo, me molhando um pouco (me fazendo xinga-lo) e como eu sou muito educada e sabia que ele estava faminto, ofereci um biscoito:

-Você me oferecendo biscoito?
-Só estou mostrando minha educação. Sei que você deve estar faminto também.
-Estou, mas eu não quero seu biscoito. Mas como eu também sou educado, muito obrigado pela gentileza. 

Ele saiu indo em direção a alguns gravetos e eu só o observava. Ficou ali muitos minutos, até que eu vi um fogo subindo. Cacete, ele fez uma fogueira! Senti alguns passos em minha direção. Me virei, e era ele (Quem mais poderia ser?) :

-Quer ir para a fogueira? Mais tarde vai fazer frio, você me ofereceu biscoito, e como eu também sou educado, estou te chamando.
-Diferente de você, eu não vou rejeitar. Já estou começando a ficar com frio mesmo.
-Então venha! -Ele saiu andando na minha frente. Nos sentamos um do lado do outro.
-Por que nos odiamos mesmo, hein? -ele começou um assunto.
-Desde que nos conhecemos somos assim um com o outro.
-Isso eu sei, eu quero saber o motivo.
-Sei lá.
-Por que somos assim então, (SeuNome)? Sei que não parece, mas eu odeio brigar com você. 
-Sério?
-Juro que sim.
-Não parece mesmo...
-Então.
-Uau!
-Sei que isso soa estranho saindo de mim, mas... Que tal pararmos com essa nossa guerra um com outro e tentarmos viver em paz?
-Não é uma má ideia.
-Amigos? -Ele esticou sua mão em minha direção e eu a observei antes de apertá-la com força.
-Amigos.

~~No dia seguinte~~

O sol queimava meu rosto, quer dizer, não só meu rosto, todo o meu corpo, porque eu ainda usava aquele biquini, literalmente. Ao abrir os olhos completamente, com uma certa dificuldade, me movimentei devagar. Percebi que meu "travesseiro" era o peito de Louis Tomlinson, e o que me cobria, era a toalha dele. Levantei rapidamente, fazendo Louis se assustar e abrir seus olhos. Me olhou assustado e sonolento, e pronunciou as seguintes palavras:

-O que aconteceu?
-Eu que tenho que perguntar isso.
-Houve algo de errado?
-Eu estava dormindo no seu peito, Tomlinson -Tirei a toalha de cima de mim, e levantei da areia.
-Tem alguma coisa errada nisso?
-Sei lá, é... Estranho! -Falei, confusa, e ele levantou também, ficando de frente para mim.
-Sei que é super estranho, mas, vamos tentar ser amigos agora, esqueceu? Alguns amigos dormem juntos, e mesmo assim, acho que estávamos tão cansados ontem a noite que adormecemos rápido! -Ele me olhava nos olhos- (seu nome) -Disse meu nome delicadamente e pegou em minhas mãos- Por favor, não torne nosso relacionamento mais estranho do que já era. Vamos tentar levar isso a sério juntos. Eu realmente quero muito ser seu amigo.
-Louis, você... -O olhei- Está agindo de forma diferente comigo.
-Eu disse que estou tentando mudar -Sorriu fofamente e eu não pude resistir em apertar suas bochechas- Você está começando a ajudar, viu? -Soltei um risinho.
-Ai, que fome, que sede, que vontade de um banho! -Falei mudando de assunto.
-Hmmm... Você ainda tem seus biscoitos e um pouco de água, né?
-Sim, mas os dois vão acabar rapidinho e vamos morrer fome.
-Ok, mas vamos tomar banho todos os dias, olha o que tem a nossa frente? -Ele sorriu, e levou meus olhos ao mar. 
-É, mas...- Eu nem terminei a frase, ele puxou minha mão e me levou para dentro d'água.

Não deu tempo de eu protestar, gritar, xingar ou me rebater contra o ato dele, então quando fui completamente molhada, resolvi me entregar. Aquela água estava maravilhosa, tenho que admitir. Depois do divertido banho de mar, usamos nossas toalhas para nos secar e eu coloquei meu short e minha blusa que estava na bolsa. Passei um creme no cabelo e o penteei. Graças à Deus eu tinha levado tudo aquilo! Louis usou minhas coisas e eu não pude deixar de zoá-lo com um "para quem disse que não ia usar absolutamente nada meu". Ele levou na brincadeira e isso resultou em várias risadas. Eu não sabia que ele podia ser tão divertido!
Comemos alguns biscoitos meus e dividimos o restinho da minha água. Chequei meu celular e a bateria tinha acabado. Fiquei mal e cheguei a pensar que não iria sair dali nunca. Quase chorei, QUASE, mas aí Louis disse que ainda tinha bateria no celular dele. 
Não tendo o que fazer, deitamos na canga e nos cobrimos de protetor solar, ja que o sol estava forte. Depois de cansar daquilo, ficamos caminhando pela pequena ilha.

-Até que você tem demonstrado ser legal nas últimas horas -Confessei, enquanto andávamos pela areia. Nossos braços roçando um no outro e um frio bobo na minha barriga.
-Viu como sou legal? -Ele riu, colocando a língua pra fora- Você também é maneira!
-Ai! -Exclamei quando senti meus pés pisarem sobre algo estranho.
-Que foi? -Ele me olhou confuso.
-Eu não sei! -Disse, me abaixando para ver no que budegas eu tinha pisado- Pisei em algo que com certeza não é areia. 
-O que é? -Ele se abaixou também.
-Ainda não s...-Parei de falar quando vi o que era. EU NÃO ACREDITEI QUANDO VI AQUILO! Alexia tinha esquecido o celular dela. E o melhor de tudo: TEM SINAL!!!- Louis, ta com sinal! Tem sinal!
-Meu Deus, que milagre! -Ele parecia tão feliz quanto eu- Vamos usar, rápido!

Ligamos para nossos pais. Eles falaram que nossas mães estavam quase morrendo de preocupação, mas depois da ligação, se acalmaram um pouco. A notícia maravilhosa é: O meu pai e o pai do Louis vão alugar uma lancha e um bom piloto para nos procurar. Eles disseram que processaram a escola pelo que aconteceu, mas irão voltar lá novamente para saber exatamente em qual ilha foi o passei. Eles pediram também para nós ficarmos calmos, só que eu já estava calma, por incrível que pareça, eu estava me sentindo protegida ao lado de Louis, o que com certeza, é MUITO estranho. Há algumas horas atrás eu odiava ele, né, mas ok. Sem dúvidas, está melhor assim.

-Não vamos mudar esse nosso novo relacionamento um com o outro quando voltarmos para nossa vida normal né? -Ele disse, do nada, enquanto observávamos o mar.
-Claro que não! Nos tornamos amigos e eu to achando isso legal, por incrível que pareça.
-Devo admtir que eu também tô gostando bastante de você. É bem melhor agora... Antes nós vivíamos em pé de guerra -Rimos.
-Pois é. Chegava até a ser ridículo!
-Sem dúvidas! (s/n)... Eu acho que, hm... Preciso te confessar uma coisa.
-Pode falar. -Fiquei de frente para ele.
-É porque, tipo -Ele se embolava com as palavras- Hm, eu, quero é... Ok, isso não vai dar certo -Falou- Eu preciso mostrar mesmo -Pareceu falar mais para si do que para mim. 

Eu não tive muito tempo para pensar mais no assunto porque ele me beijou. Sim, me beijou! E eu fiquei meio imóvel quando isso aconteceu porque eu realmente não esperava por isso. Eu acho que poderia esperar por um SOCO, mas não por um BEIJO. Depois de alguns segundos eu comecei a fazer proveito daquela situação. Se é um beijo, vamos beijar direito, certo? Então, eu entrelacei meus braços na cintura dele e ele manteve sua mão pressionando minha cabeça contra o rosto dele. Aprofundamos mais o beijo e tenho que falar que sentir a língua dele na minha, foi uma sensação prazerosa, que fez eu ter aquelas famosas "borboletas no estômago". 

-Desculpa ter feito isso, mas eu precisava -Ele disse, ofegante- Eu sei que você pode querer socar a minha cara agora, mas é que eu não resis...-O interrompi.
-Eu não vou socar sua cara -Sorri- Eu gostei.
-Você o quê? -Ele estava com um sorriso enorme nos lábios.
-Pois é, Tomlinson, eu gostei... Mas não esperava por isso, o que deu em você?
-Ok, vou confessar. Apesar de odiar todo esse seu jeito de patricinha, sempre te achei gatinha e... hm, gostosa. E o fato de você estar de biquini não ajuda -Eu ri.
-E se aproveitou para me beijar porque estamos presos em uma ilha deserta e viramos amigos.
-Eu super acho que nós podemos virar peguetes -Gargalhei e ele me abraçou- É sério, eu quero mesmo virar seu ficante, (s/n).
-Como eu vou recusar um pedido desses? Ainda mais vindo de Louis Tomlinson! -Rimos.

~~ Dias depois ~~

-Sentiu falta disso? -Coloquei o celular de Alexia na cara dela, fazendo-a se assustar com tal ato, mas depois abrir um sorriso enorme.
-Caraca, garota! Não acredito! Eu já estava quase comprando outro e ainda tive que ouvir um sermão dos meus pais -Ela estava quase chorando de alegria e eu ri- Onde o encontrou?
-Ele estava na ilha do passeio da escola -Disse, simplesmente, pegando alguns livros no meu armário, que ficava ao lado do dela.
-Pera, o passeio foi há dois dias atrás -Ela fez uma cara de confusa e eu ri outra vez.
-Eu fiquei presa lá com Louis Tomlinson -Disse, e saí andando. Ela veio atrás de mim.
-O QUE? Ficou presa na ilha? Por isso não veio ontem? E ele está vivo? Porque vocês se odeiam desde que se conheceram e, tipo... -Ela não parava de falar, então eu resolvi dar um BASTA. Parei de andar e a encarei.
-Alexia, eu estou ficando sério com o Louis.
-MAS O QUE? MANO, O QUE EU PERDI? POR QUANTO TEMPO DORMI? -Gargalhei.
-Que exagero! A gente só se deu bem e, hm.. -Dei de ombros- Rolou, ué.
-Você sabe que tem MUITA coisa para me contar ainda, né? -Revirei os olhos e voltei a andar (com ela ainda atrás de mim).

~~ Depois da aula ~~

-...E foi assim que tudo aconteceu -Louis me deu um selinho depois de contar toda nossa história para nossos amigos. Ele se tornou especial. 





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