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sexta-feira, 11 de julho de 2014

A garota da praça

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Depois de uma turnê mega agitada, nada melhor que uns bons meses de folga. E para passar todos esses dias longe de muita agitação, resolvi vir para São Francisco, Califórnia. Eu comprei uma casa aqui porque adoro esse lugar e sempre que posso, retorno, mas com toda a correria da banda e as coisas pra fazer em Londres, acabo ficando por lá mesmo, ainda mais que eu preciso planejar bem as coisas antes de viajar para cá, porque se não as fãs descobrem e aí já sabe, né? Não falando mal, pelo contrário, eu as amo muito, porém, eu sou um ser humano e preciso de descanso. Elas entendem isso, mas se as fãs daqui souberem que eu estou aqui, ferrou tudo. É por isso também, que comprei a casa num condomínio fechado. Os outros moradores não incomodam ninguém, ainda bem. Eu venho pra cá querendo paz mesmo. E para intensificar ainda mais essa paz, a minha casa é de frente para uma praça. Durante todo o dia tem gente nessa praça. Eu acho até legal...

No momento, estou esparramado na cama com o ar-condicionado ligado no MÍNIMO para ver  se esse quarto gela pelo menos um pouco, porque está brabo! Tem tardes aqui que ficam bem quentes e eu não estou acostumado com isso. Levantei da cama e olhei pela janela. Uma barraquinha de sorvete na praça me chamou a atenção. Parece que ela está me chamando ou dizendo algo do tipo "venha logo me lamber para se refrescar, seu babaca!"

Assim eu fiz. Quando dei por mim, já estava atravessando o portão de casa e indo até a barraquinha de sorvete. Esperei a menina ruiva da minha frente pegar o sorvete dela e ralar, para depois eu fazer o meu pedido e FINALMENTE pegar aquela delícia em minhas mãos. Andei mais um pouco para chegar até um banco que tinha ali perto, mas antes que eu pudesse completar meu caminho, um ser esbarrou em mim, fazendo meu sorvete CAIR NO CHÃO. Fiquei um pouquinho alterado e logo vi quem era: Ela usava um mini top deixando sua barriga chapada a mostra e um short-saia da Nike que era rosa e cinza de uma malha boa para correr (que é o que ela estava fazendo). Calçava um tênis de cor preta e rosa escuro. Os cabelos caídos sobre os ombros e um dos fones de ouvidos no ouvido, provavelmente, com alguma música tocando. Ok, ela é bem gostosinha... Abaixei minha bola e disse simplesmente um:

-Acho que alguém me deve um sorvete... -Sorri, brincalhão.
-Ai, desculpe mesmo -Ela mexeu nos cabelos- Eu vou te pagar um sorvete!
-Eu estava brincando, não precisa fazer isso -Sorriu.
-Claro que precisa -Riu- Vem! -Me chamou e nós fomos novamente para a barraquinha de sorvete. Eu insisti em não pagar, mas ela quis, né. O que eu posso fazer? Ela aproveitou e comprou um pra ela também e aí sim nós sentamos no banco.
-Pensei que você ia gritar pra cacete ou algo do tipo quando virou para mim -Ela lembrou da cena e nós rimos juntos.
-Foi mal, eu tava desejando muito aquele sorvete. Tava morrendo de calor! -Respondi- E eu não sou muito de gritar com meninas bonitas.
-Eu derrubei seu tão amado sorvete e você está me cantando? -Ela falou divertida.
-Algum erro nisso? -Respondi- Brincadeira... -Menti e vi um sorriso bonitinho se formar em seus lábios- Ai, tá muito muito quente aqui -Tentei me abanar com as mãos
-Hmmm, você não é daqui, né? -Ela perguntou divertida.
-Não... Está tão na cara assim? -Rimos.
-As pessoas daqui estão acostumadas com esse sol.
-Eu sou de Londres e lá é bem frio.
-Londres? Que legal! -Ela ficou animada- Eu já fui lá e amei.
-Realmente, é uma adorável cidade... 
-O que faz aqui? -Ela perguntou dando uma lambida no sorvete.
-Eu queria fugir um pouco dos compromissos do trabalho e como adoro aqui, vim pra cá.
-Ah sim, entendi. As vezes precisamos mesmo... -Um silêncio se instalou e eu estava começando a ficar constrangido, então puxei outro assunto:
- Você não conhece uma banda chamada One Direction?
-Eu deveria? -Ela fez uma careta.
-Eu faço parte dessa banda! -Relevei e ela sorriu, envergonhada.
-Aonde tem um buraco para eu enfiar a minha cabeça mesmo, hein? -Ela brincou e eu gargalhei- Desculpe, eu realmente não conheço!
-Tudo bem, nem todo mundo é obrigado a conhecer.
-Deve ser legal ser membro de uma banda.
-É bem legal sim. Você ganha vários fãs, conhece o mundo, faz o que gosta... Mas também é bem cansativo, como por exemplo, a banda acabou de fazer uma turnê e isso cansa demais! Por isso vim pra cá. Para descansar.
-Suas fãs daqui não te descobrem?
-Da última vez que vim para cá, uma delas me descobriu e então todo mundo ficou sabendo. Aí comprei uma casa aqui, onde me pareceu não ter pessoas da idade das minhas fãs.
-Deve ter sido hilário.
-O que? -Perguntei, confuso.
-Quando uma de suas fãs te descobriu! -Ela sorriu.
-Ah, realmente foi -Rimos- Hey! -Chamei a atenção dela.
-Oi? -Ela disse, ainda se recuperando da risada anterior.
-Eu não sei seu nome.
-Verdade! Meu nome é (s/n) -Sorriu- E o seu é...?
-Louis -Devolvi o sorriso- Até que você é legal... E bem engraçada também.
-Ainda bem, né?
-É... Você mora longe?
-Não! Eu moro naquela rua -Ela apontou para uma rua não muito distante da praça.
-E por isso você corre aqui, né?
-Isso mesmo! -Sorriu; 
-Você corre toda noite? -Perguntei. Eu estava mesmo interessado. Qual problema?
-Aham. Amanhã, por exemplo, eu vou correr às 19:00 -Respondeu- E você mora aonde?
-Bem ali! -Apontei para minha casa, que estava bem em frente a nós.
-Que legal! Bem perto de mim...
-Pois é! Já conheci uma vizinha... E ainda bem que é uma vizinha legal -Brinquei.
-Ainda bem que os novatos também são legais -Ela revidou.

[...]

Deu 19:00 horas e eu fui para a janela da minha casa., obviamente para vê-la correr. Depois de uns cinco minutos, eu observei-a atravessando a rua e chegando na praça. Com o estilo da roupa de ontem. Aquelas bem coladinhas, o que só deixava ela mais gostosa. Terminou de beber a água de uma garrafinha e começou a caminhar. Depois foi apressando seus passos e começou a correr mesmo. Tomei um banho rápido, passei bastante perfume e desci. Comecei a andar para a praça quando vi que ela estava chegando. Tudo é uma questão de prática, e com mulheres, eu tenho muita, né. Quando ela me avistou, abriu um sorriso e veio correndo até mim. Ela não parou quando chegou na minha frente, mas tirou os fones de ouvido. Depois de dar uma risada, saí correndo ao lado dela. Ela gargalhou, mas mesmo assim não parou de correr, me fazendo acompanhá-la.

-Hey, Louis! Tudo bem?
-Oi (S/n)! Estou bem e você? 
-Ótima! O que faz aqui?
-O que eu faço aqui? -Vishhh e agora?- Ah, eu, hm... Vim passear -Dei de ombros.
-Ah tá -ela sorriu, ainda não totalmente convencida.
-É verdade, ok?
-Tudo bem -Ela ergueu as mãos acima da cabeça- Eu acredito! -Soltou uma risada- Só não te dou um abraço porque estou um pouco suada e você está todo cheirosinho aí.
-Ah, mas -Dei uma fungada no pescoço dela- Seu suor não fede. Pelo contrário, é até cheirosinho.
-Ah, para né! -Ela riu, ainda correndo. Não paramos. Infelizmente.
-É sério! Você passa algum... Sei lá, hidratante ou perfume antes de vir correr?
-Ih, verdade... Eu passo mesmo.
-Então, bobinha! -Dei língua pra ela- Isso quer dizer que você pode sim me abraçar! -Ela gargalhou, mas parou de correr aos poucos (FINALMENTE) e me deu um abraço. Um abraço bem legal, por sinal...
-Não acha que já correu muito? -Perguntei, (um pouco cansado e com a respiração acelerada de tanto correr), pegando-a pela mão e começando a andar. Ela estranhou, claro.
-Eu praticamente acabei de chegar e... Pra onde você está me levando?
-Para aquele banco de ontem, ué -Respondi.
-Por que? -Ela parecia estar confusa e eu soltei uma risada por isso.
-Eu gostei de conversar com você.
-E vai atrapalhar minha corrida de novo?
-Ah, fala sério, pra que você corre?
-Pra emagrecer? -Respondeu, como se fosse óbvio.
-(S/N), fala sério, você é desse tamanho -Mostrei meu dedo mindinho pra ela, que gargalhou com tal ato- Você não precisa disso! E aliás, até eu que corri um pouquinho, já estou cansado. Você não?
-Claro que não, você que é fraco... -Ela disse, divertida. Me sentei de frente para ela no banco, e ela fez o mesmo. Talvez eu tenha me perdido um pouco nos olhos castanhos dela pelo simples fato deles serem maravilhosos, mas acho que isso aconteceu com ela também, porque ela não parou de encarar meus olhos azuis. Depois de um instante nessa troca de olhares, afirmei:
-Acho que vou te beijar. -ela soltou uma risada bem levinha.
-Acho que vou deixar você fazer isso -Dessa vez, eu soltei uma risada, mas não durou muito porque eu já tinha colado meus lábios no dela e sentido o sabor maravilho dos lábios.

[...]

A noite estava linda e eu estava encostado no carro esperando ela sair de dentro da casa. Depois do beijo maravilhoso que tivemos ontem, a chamei pra sair e ela felizmente aceitou!

-Como estou? -Ela perguntou, fazendo eu dar atenção a ela com um sorriso enorme no rosto. Mano, ela estava a mulher mais linda do mundo. Usava um vestido preto que batia no joelho dela e nos pés, usava um salto (mesmo assim, ficava mais baixa que eu). A maquiagem escura marcando o olhar dela estava a coisa mais admirável do planeta. Eu poderia ficar ali a encarando durante um bom tempo, mas a risada que ela soltou (provavelmente da minha reação ao vê-la), me fez "despertar" e abrir mais um sorriso.
-Você está maravilhosa, garota. Não se acostuma, porque eu não vou ficar te elogiando sempre -Disse, tentando ser divertido, e pelo visto consegui,porque ela gargalhou- E como EU estou?
-É, tá bonitinho! -Ela respondeu- Mentira, tá lindo -Sorri convencido e ela me deu um tapa no braço, fazendo nós dois gargalharmos com minha atuação forçada de dor.

Ao chegar no restaurante Bar Tarine, ela sussurrou um "boa escolha, Louis!" e eu a respondi com uma piscadela, fazendo-a abrir um grande sorriso (sorriso esse que estou começando a amar). Nos sentamos na mesa que a recepcionista nos separou e então eu a encarei:

-Você está linda. Acho que estou encantado. Ai meu Deus, você está me encantando! -Ela gargalhou com meu fingimento de "desespero".
-O que aconteceu com o "não se acostuma, porque eu não vou ficar te elogiando sempre" , Louis? -Ela perguntou, e dessa vez, eu que ri com ela lembrando da minha fala de antes.
-É inevitável, não me julgue! Se você não fosse tão... bonitinha -Fiz uma careta.
-Quanta fofura, meu Deus! -Ela apertou minhas bochechas.
-Uau, não é isso o que eu espero quando saio com uma mulher bonita -Ela riu outra vez.
-O que vão pedir, casal? -A garçonete apareceu ao nosso lado.
-Ah, é que a gente não é um cas...-Eu interrompi a fala sem graça de (s/n).
-Eu vou querer um Bread Assortment -Pedi.
-Certo -Ela terminou de anotar- E a senhorita? -Olhou (s/n).
-Hm... Uma Chicken Salad.
-E para a bebida? -A garçonete voltou a perguntar.
-Esse aqui -Apontei para um que estava no cardápio- Ela assentiu, e logo depois se retirou.
-Você deixou a coitada pensar que nós somos uma casal, Louis! -Ela disse, eu ri.
-Daqui a pouco vamos ser um mesmo... -Sussurrei para mim, e graças a Deus, (s/n) não escutou. Para desfazer a cara dela, mudei de assunto- E esse restaurante recebeu um selo universal e você vem e me pede salada? -Ela me deu língua.
-Mas, hey! O que isso tem a ver com você ter deixado a moça achar que somos um casal, senhor Louis Tomlinson? -Eu não deveria ter falado meu sobrenome pra ela.
-Ah, eu vou falar que você é uma amiga? Vão achar que eu sou gay...
-Não necessariamente, porque... -Ela ia falar, mas eu a interrompi mais uma vez.
-Estou sentado com uma garota gostosa na minha frente, aí falo para uma garçonete que somos amigos, o que ela vai pensar? Que eu sou gay, obviamente! -Respondi minha própria pergunta, e logo percebi que ela estava gargalhando. Provavelmente por eu ter assumido que eu a acho gostosa, mas... O que eu posso fazer? Eu sou homem!
-Gostosa? -Ela estava quase se recompondo da sua queda de risos- Ok, Louis, Ok...
-Estou falando sério -Não pude evitar, um sorriso apareceu- Por exemplo: O cara que está sentado ali, na mesa do bar, não para de olhar para você, desde quando chegamos aqui.
-Sério? -Ela virou a cabeça, despreocupada em ser discreta ou não- Aquele gato ali? Por que não me disse antes, cacete?
-Nossa, muito obrigado por relevar minha presença aqui na sua frente -Ela voltou a gargalhar com o meu incômodo.
-Eu só tava brincando, relaxa. Não sou idiota a esse ponto.
-Ainda bem, né? -Rimos- Mas sério, ele não para de olhar pra cá. Eu mando um olhar para ele do tipo "não tá vendo que ela tá acompanhada", mas não adianta merda nenhuma!
-Ele não vai chegar em mim, fica tranquilo.
-Não mesmo, porque eu estou aqui. E se ele chegasse também, eu falaria que sou seu namorado, e você obviamente concordaria.
-Quem te garante isso? -Ela arqueou um sobrancelha e eu fiz cara de desapontado, ouvindo a gargalhada dela mais uma vez- To brincado, Lou, claro que eu ia falar que te namorava.

Depois de mais alguns minutos de conversas com risadas, a garçonete chegou até a nossa mesa novamente, mas dessa vez, carregando nossos pedidos em uma bandeja. Colocou nossos pratos delicadamente a nossa frente, e eu observei a POUQUÍSSIMA comida que havia ali, bem no centro do prato branco. Em volta, eles fizeram vários círculos com azeite, como se aquilo fosse uma fartura que me deixaria satisfeito de comer. Enquanto a garçonete ajeitava o prato da (s/n) (com quase nada de comida também), pigarrei e comecei a falar:

-Hm, licença, mas eu acho que está faltando comida aqui -Apontei para o prato e observei (s/n) colocar a mão na boca e abaixar a cabeça para soltar uma risada abafada pelo meu comentário (TALVEZ) um pouco idiota....
-Não, senhor, a comida é assim mesmo -A mulher me garantiu.
-Isso não enche nem um passarinho, moça.
-Mas foi o que vocês pediram.
-Mas eu não sabia que viria tão pouca comida assim.
-Então, me desculpe, mas eu não posso fazer nada, senhor -Respirei fundo.
-Ok, obrigada -Ela se retirou.
-Você é doente? -(s/n) perguntou, dessa vez, rindo pra valer.
-Ué, não tem nada aqui! É um círculo minúsculo no meio de um prato enorme. Isso te alimenta, sério? -Perguntei, desacreditado.
-Não, ué, mas eu não sou idiota ao ponto de falar que está faltando comida.

Ok, a gente comeu, mas depois de eu comer aquilo, parecia que eu não tinha comido nada. Pelo menos o vinho valeu a pena, né. Só ele. Porém, eu estava morrendo de fome. Deixei de comer a tarde toda achando que me alimentaria super bem aqui e... Olha que lindo o que aconteceu. (s/n) bebia o vinho (de uma forma bem sexy, admito), e eu chamei-a a atenção com um "psiu". Ela direcionou seus olhos aos meus, e eu disse:

-Topa um hambúrguer bem grande? -Sorri.
-Para falar a verdade... -Ela fez um suspense- Só se for agora!

[...]

Sentamos em uma das mesas ao ar livre da lanchonete colorida e hm... (S/n) parecia ficar ainda mais linda com o vento batendo em seus cabelos, ou talvez, quando sorria para baixo envergonhada por algo. Impressionante! Quando levei meu hambúrguer à boca, pensei "isso sim é comida de verdade" Po, o negócio é barato e delicioso, e naquele restaurante pra gente luxuosa, as comidas são caras e você não come direito. COMO EU AMO HAMBÚRGUER! A garota na minha frente comia lentamente suas batatas-fritas, colocando por cima delas uma linha reta de ketchup. Sorri, e então ela parou o que estava fazendo e me encarou com um olhar divertido:

-O que foi, Tomlinson?
-Como você faz isso? -Perguntei.
-Defina o que seria "isso" -Ela bebeu seu refrigerante e eu ri.
-Todas as coisas que você faz, se tornam coisas encantadoras e po... Você ta fazendo alguma coisa comigo, sério, porque eu não sou de ficar falando essas coisas gays para as meninas que eu saio -Ela soltou uma risada, levando seu pescoço para trás. Vi melhor seu pescoço e me segurei para não pular por cima daquela mesa e beijar aquela parte. Pera, o que eu to falando, mano?
-Não sei se você percebeu isso, mas... -Ela deu uma pequena risada antes de continuar a falar- Você está me cantando de novo, que nem naquele dia da praça -Soltei uma risada.
-A culpa é sua, dona (s/n)! -Acusei, com um sorriso.
-MINHA? -Ela falou e depois gargalhou- Fiz nada, nem vem.
-Por que você tem que ser tão bonita?
-Está me cantando de novo -Ela cantarolou, divertida e eu ri- E respondendo a sua pergunta, eu não sei -Deu de ombros- Meus pais são lindos, talvez isso ajude um pouco.
-É, acho que ajuda sim... -Rimos.
-Seus pais capricharam também, me sinto na obrigação de admitir -Ela piscou para mim. Quer me matar, né? Só pode! Se ela fizer algo mais... Sexy, eu não vou corresponder pelos meus atos, só digo isso.
-Muito obrigado! Mas não me elogie mais, se não eu não vou me controlar -Ela gargalhou.

[...]

-Essa é a parte em que você me dá um beijão de despedida, certo? -Perguntei, assim que estacionei o carro em frente a casa dela, que riu com meu comentário.
-Eu não sou previsível que nem alguns filmes românticos, Tomlinson! -Ela respondeu, com um olhar sapeca.
-Isso quer dizer que...?
-Que você não vai ganhar beijo de despedida nenhum -Ela sorriu.
-Por que não? -Perguntei
-Porque não, ué! -Respondeu, como se fosse um ótimo argumento.
-Que malvada, cara! -Bati no volante, fazendo ela dar uma risada- Te vejo amanhã, pelo menos?
-Hmmm, não sei, talvez -Ela respondeu, fingindo desinteresse, mas não conseguiu por muito tempo porque acabou sorrindo.
-Ótimo, amanhã nós vamos ao cinema, pode ser?
-Parece legal.
-Então eu te mando uma mensagem para combinarmos melhor.
-Ok -Ela virou meu rosto (que antes estava encarando ela) com uma de suas mãos, e me deu um beijo na bochecha. Beijo esse que, para mim, poderia durar mais alguns dias. Ela já estava abrindo a porta do carro, quando eu disse um "psiu", fazendo ela voltar sua atenção para mim- Você é essa mania de PSIU -Rimos- Diga.
-Não quer mesmo me dar um beijão de despedida? -Perguntei com um sorriso e ela riu.
-Não, Louis Tomlinson! 
-Você realmente vai me deixar com vontade de beijar sua boca?
-Sim, sinto muito, Louis. Vai ter que esperar -Ela mandou um beijo no ar, e num movimentou rápido, saiu do meu carro.

"Espero que o cinema continue de pé, dona (s/n)."

"Por mim, está! Tudo certo para vc?"

"Sim! Quero pegar a sessão mais tarde que tiver, ok?

"Posso saber por quê?"

"Porque é chato ver filme no cinema de tarde."

"Que seja, Louis! Qual é a hora da sessão mais tarde?"

"22:45, eu acho..."

"E vc quer sair do cinema meia-noite??"

"Algum problema?"

"Nenhum, ué! haha tanto faz então. Bjs, depois falo melhor com vc."

"Bjs, (SeuApelido)."

[...]

Aquela calça jeans apertada estava me MATANDO. Por que ela tá fazendo isso comigo, cara? Aquele pano estava marcando a coxa e o bumbum de (s/n), e como consequência, me levando à loucura por esse fato. Ela me deu um abraço e eu beijei a bochecha dela. Senti o cheiro maravilhoso do perfume dela e me controlei para não agarrá-la ali mesmo.

-Vamos andando, é? -Ela perguntou, arqueando uma sobrancelha.
-Não -Respondi- Na verdade, o shopping que vamos é bem perto, então podemos ir caminhando, tudo bem pra você?
-Claro! Sem problemas -Começamos a caminhar- Pesquisou os filmes que estão em cartaz?
-Na verdade não. Vamos escolher juntos, né? 
-Melhor... -Respondeu.

Após alguns minutos caminhando, conversando sobre diversas coisas, (S/n) enroscou seus braços em um dos meus braços, e eu fiquei surpreso por essa atitude dela, mas obviamente não recusei. A olhei, meio que pedindo uma explicação por aquilo e ela fez uma careta antes de começar a falar:

-Eu morro de medo de moradores de rua -Confessou e eu segurei o riso, percebendo que um mendigo tinha acabado de passar ao nosso lado- Não ri, seu idiota! -Ela me deu um tapa, tirando seus braços do meu e nos separando novamente.
-Você pode ter medo de outras coisas, mas... morador de rua, (s/n)?
-Qual problema? -Me encarou.
-Nada -Soltei uma risada.

Chegando no cinema, encaramos uma filhinha um tanto grande, e enquanto esperávamos, uma menina chegou para nós e disse:

-Conheço você de algum lugar -Apontou para mim, e eu olhei desesperado para (s/n), sem saber o que fazer. Ela retribuiu o olhar, mas falou:
-Você deve, é... deve estar se enganando -Respondeu, meio gaguejando e eu mordi os lábios preocupados.
-Não, eu acho que minha prima, hm... -Ela pensou um pouco- Tem um pôster de uma banda chamada One... -pensou mais um pouco. (s/n) soltou uma risada forçada.
-Não, não mesmo! Você esta se enganando... Esse aqui é meu namorado Derek -Paralisei ao ouvir essas palavras. E ela ainda pegou na minha mão, entrelaçando nossos dedos. Sorri, tentando ser convincente.
-Não é possível, você é muito parecido com ele! -A menina disse.
-Me desculpe, mas eu não sou Louis, ok? -Eu disse rápido.
-ISSO! O nome dele é Louis mesmo! Como você sabe? -Me olhou desconfiada.
-Ele saber por-porque -(s/n) gaguejou de novo- porque meu namorado não é nenhum desinformado, né.
-CAIXA LIVRE -A moça gritou e eu puxei (s/n) em direção ao caixa, me sentindo extremamente aliviado.

Pegamos os ingressos e caminhamos até a sala de cinema sem comentar sobre o ocorrido a poucos minutos atrás. Achamos nossas cadeiras e nos sentamos. Prestamos atenção nos trailers que estavam passando no enorme telão e eu finalmente disse:

-Quer dizer que meu nome é Derek e eu sou seu namorado? E ainda mais: não sou uma pessoa desenformada? -Perguntei, com um sorriso sacana nos lábios- Gostei.
-Não vai ficando animadinho não, eu só fiz isso para te ajudar -Ela me empurrou de leve- E consegui, né, porque eu te safei daquela espertinha. Você nem abriu a boca direito.
-Você gaguejou mais que tudo, uma péssima atriz -Disse e ela me fuzilou. Fiz uma careta.
-Seu mal-agradecido! Eu deveria ter te entregado, sabe?  
-Não, porque se fizesse isso, não poderia ter a chance de falar que meu nome era Derek e que eu sou seu namorado -Eu ri, fazendo a garota revirar os olhos. 

O filme começou, e então, voltamos a encarar a tela gigante. Eu não acredito que nós apenas vamos ver filme. Estou esperando um pouco mais de diversão, po!

-(s/n)... -Sussurrei e ela se virou para mim. Ela estava mordendo os lábios, o que só complicava minha situação. Ela também não ajuda... Não vai poder reclamar se eu não conseguir me controlar e agarrar ela a força.
-Que? -Ela sussurrou de volta.
-Eu...É, poxa... Hm -Eu não sabia que merda de palavra usar, então decidi agir- Ah, quer saber? Dana-se! -Levantei o braço da cadeira e a beijei. 

Ela se assustou no início, claro, mas logo em seguida, deu um sorriso e aprofundou o beijo. Nossos corpos, ainda sentados na cadeira confortável do cinema, foram se aproximando aos poucos. Depois de uns longos segundos de trocas de beijos, ela abriu um sorriso assim que encarou meus olhos e disse um "você não presta." Eu sorri malicioso, e respondi "você gosta!". Ela me deu um tapa, mas nós iniciamos um outro beijo, que por sinal, foi o segundo de vários. Aquela sala de cinema nunca ficou tão quente por conta de uma pegação.

-Eu juro que posso enlouquecer se você não quiser ser mais do que apenas minha amiguinha, (s/n)! VOCÊ ESTÁ ME DEIXANDO LOUCO DE VONTADE TUA. Está despertando meus desejos masculinos! -Disse, ofegante, por conta da falta de ar que o beijo causou.

-E você acha que eu vou deixar um vizinho gostoso desses eu vou querer ser apenas uma amiguinha? -Ela riu- Claro que não!


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